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DABOCAPRADENTRO | BELEZA & SAÚDE

Postado em 18/6/2009 9:18 por Julia Futaki

Fumo aumenta em até 100 vezes risco de câncer de boca

Sorriso amarelado, mau hálito, irritação na gengiva e antecipação do surgimento de cáries. O tabaco é o principal responsável por todos esses efeitos nocivos à saúde bucal. Mas, muito além do odor ruim e da perda dos dentes, o fumo é o principal fator de risco para desenvolvimento de câncer de boca.

A doença, que inclui os cânceres de lábio e da cavidade oral, age na mucosa bucal, nas gengivas, no palato duro, na língua e no assoalho da boca. Quando o fumo é associado ao alcoolismo, então, o risco de acometimento pelo tumor aumenta em até cem vezes. Estudos indicam que os fumantes têm o dobro de chances de desenvolver doenças do periodonto, ou seja, está mais que provado o mal causado pelas substâncias nocivas do cigarro.



O tabaco diminui a resposta imunológica a bactérias. O monóxido de carbono presente na fumaça ingerida reduz a concentração de oxigênio, inibindo a movimentação de glóbulos brancos e reduzindo sua capacidade de destruir bactérias. Dessa forma, a saúde bucal dos fumantes é fragilizada. No caso do câncer, o principal sintoma é o surgimento de feridas na boca que demoram para cicatrizar, ulcerações superficiais, indolores (podendo sangrar ou não) e manchas esbranquiçadas ou avermelhadas nos lábios ou na mucosa bucal. No estágio mais avançado, o paciente apresenta dificuldade para falar, mastigar e engolir, além de emagrecimento acentuado, dor e presença de linfadenomegalia cervical (caroço no pescoço).

A perda precoce dos dentes também pode ser atribuída ao fumo. Segundo pesquisa realizada na Johns Hopkins University (EUA), o fumante está propenso a perder os dentes antes da hora, principalmente se for do sexo feminino. As mulheres que fazem o uso da substância têm 67% mais chances do que as não-fumantes.

Postado em 17/6/2009 0:02 por Julia Futaki

93% da perda de dentes dos adolescentes é provocada por cárie


Transmissível e infecciosa, a cárie, doença que existe há pelo menos 500 mil anos, ainda se faz presente na realidade da saúde bucal dos jovens brasileiros. Hoje, segundo estudo da UFSC (Universidade Federal de Santa Catariana) publicado na "Revista de Saúde Pública", 40% dos adolescentes do Brasil, de 15 e 19 anos, já perderam ao menos um dente e, em 93% das incidências, a cárie foi à responsável.

A doença, resultado da deterioração dos dentes provocada por bactérias acumuladas da má higienização e pela dieta inadequada (ingestão de açúcares - doces, balas, chocolates e refrigerantes), exposta na superfície dos dentes altera o ph da boca (ácidos liberados pelas bactérias) e causa fissuras, buracos nos dentes. No entanto, se não for tratada, a cárie causa dor e, até mesmo, a perda do dente. A melhor forma de evitar esse mal é a prevenção.

Postado em 16/6/2009 14:29 por Julia Futaki

Cuidados para manter os dentes por toda a vida

- Escovar os dentes no mínimo duas vezes por dia.

- Fazer a limpeza nos dentes após comer qualquer alimento, principalmente na escovação noturna que as bactérias são mais ativas, pois a salivação que ajuda na limpeza é menos intensa.

- Evitar alimento que com açúcar.

- Tomar cuidado com certos antibióticos.

- Fio dental ajuda evitar carie entre os dentes.

- Visitar o dentista pelo menos duas vezes por ano para fazer limpeza da boca e aplicação de flúor.

Postado em 16/6/2009 14:28 por Julia Futaki

Inbravisa apóia restrições e advertências contra enxaguatórios bucais com álcool

O INBRAVISA- Instituto Brasileiro de Auditoria em Vigilância Sanitária apoia integralmente o estudo realizado pela Faculdade de Saúde Pública , coordenado pelo cirurgião dentista Marco Antonio Manfredini , que condena o uso indiscriminado de enxaguatórios bucais que contenham alcool na sua composição. Algumas marcas chegam a ter 26% de alcool na sua composição.

"Vários estudos demonstram que o alccol é um agente irritante para a mucosa oral, e que seu uso constante contribui para o aumento de casos de cancer bucal", explica Rui Dammenhain, especialista em vigilância sanitária.

Segundo o especialista, a ANVISA deveria rever os procedimentos de autorização para a industrialização comercialização de enxaguatórios bucais com alccol, transformando o atual processo de notificação em registro como forma de coibir seu uso indiscriminado



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Postado em 10/6/2009 11:39 por Julia Futaki

Amora pode ser eficaz contra herpes

Amoras podem ser um tratamento eficaz para o vírus da herpes, de acordo com cientistas da Universidade de Kaohsiung, em Taiwan.

Outros estudos já haviam observado a eficiência da fruta no tratamento de problemas da bexiga. Agora, os pesquisadores afirmam que as amoras também podem ser usadas para feridas nos lábios e nos órgãos genitais causadas pelo vírus da herpes.

Apesar das conclusões da nova pesquisa, publicada nas revistas Chemistry and Industry e Journal of the Science of Food and Agriculture , cientistas britânicos afirmam que não há provas suficientes para sugerir que as pessoas devam comer amoras ou beber o suco da fruta para combater o vírus.

Os pesquisadores da Universidade de Kaohsiung examinaram as propriedades da amora alpina, um arbusto esverdeado também conhecido como Vaccinium vitis-idaea .

A planta já é utilizada no tratamento de distúrbios digestivos e suas flores secas são utilizadas na produção de medicamentos para problemas pulmonares.

SUCO

Os pesquisadores de Taiwan isolaram um composto chamado proantocianidina A-1. Eles examinaram sua ação contra o vírus da herpes tipo 2 (HSV-2 ou herpes simplex), que causa feridas nos lábios e nos órgãos genitais.

Testes de laboratório mostraram que a substância suprime significativamente a infecção por HSV-2 sem efeitos tóxicos. Não houve uma redução no poder de infecção do vírus, mas nos efeitos da infecção.

A equipe, liderada por Hua-Yew Chung, sugere que a proantocianidina A-1 impede que o vírus se atrele às células ao perturbar as glicoproteínas em volta do vírus ou da membrana da célula hospedeira.

Mas os pesquisadores dizem que são necessários mais estudos para esclarecer exatamente que mecanismo é esse.

Marian Nicholson, diretora da Associação para o Vírus da Herpes, disse que as conclusões são o resultado uma pesquisa realizada apenas em laboratório.

Ela afirma que mais evidências são necessárias para determinar se o tratamento funciona antes de recomendá-lo.
Segundo Nicholson, no passado, "testes de laboratório sugeriram que tratamentos com algas poderiam matar o vírus."

fonte: BBC Brasil

Postado em 8/6/2009 8:57 por Julia Futaki

Esmalte do dente pode indicar contaminação ambiental

Uma nova técnica promete facilitar o processo de mapeamento da contaminação ambiental por chumbo em grandes populações. A cirurgiã-dentista Glauce Costa de Almeida, da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (Forp) da USP, demonstrou em seu mestrado que o esmalte do dente pode ser utilizado como marcador de poluição ambiental de uma determinada área. "Além disso, a técnica se mostrou de fácil execução, rápida e muito pouco invasiva, o que facilita a análise em populações de baixa faixa etária", afirma a pesquisadora, que trabalhou na área de Odontopediatria.

No estudo, Glauce analisou a composição do esmalte de cerca de 270 crianças, entre quatro e seis anos, de escolas públicas na cidade de Ribeirão Preto e de uma região em Bauru, próxima a uma fábrica de reciclagem de baterias.

Os resultados mostraram que em Bauru, as crianças apresentavam, em média, três vezes mais chumbo no esmalte de seus dentes em relação às crianças da outra cidade. Enquanto as concentrações em Ribeirão Preto ficavam entre 100 microgramas por grama de esmalte, em Bauru nenhuma criança obteve uma proporção menor que 400, atingindo cifras superiores a 1.000.

Segundo Glauce, a contaminação por chumbo pode causar inúmeros danos à saúde , sendo o sistema nervoso central o principal atingido. Quando os contaminados são crianças em crescimento o perigo é maior, podendo prejudicar o desenvolvimento neurológico e acarretar problemas como nefropatia (nos rins), infertilidade masculina e comprometimento da audição. "Algumas crianças atendidas em Bauru já haviam sido internadas para tratamento em Botucatu", conta.

Indolor
Exames de sangue, a técnica mais utilizada para a detecção dos níveis de chumbo no organismo, são difíceis de serem aplicados em crianças e em grandes quantidades de pessoas. Já a técnica adaptada por Glauce consiste em recolher uma pequena amostra do esmalte com ácido clorídrico diluído, um processo totalmente indolor e sem prejuízos para os dentes do paciente, pois posteriormente são feitas aplicações tópicas de flúor no local da extração.

No entanto, o método não está pronto para ser utilizado clinicamente. "Ainda não se sabe qual o valor de chumbo no esmalte do dente que pode causar prejuízo à saúde do paciente", explica ela. A professora Raquel Fernanda Gerlach, que orientou o estudo, acrescenta que "até o momento, acredita-se que o chumbo acumulado no esmalte revela a contaminação a que as crianças estavam expostas no passado, no período em que os dentes de leite estavam calcificando".

Glauce adianta que seguirá esta mesma linha de pesquisa em seu doutorado, pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Entre outras coisas, ela estudará a maneira como o dente absorve o chumbo, questão essencial para determinar com segurança a contaminação ou não dos indivíduos. Ela acrescenta ainda que no Brasil quase não existem pesquisas acerca da poluição ambiental causada pelo chumbo e de como ela afeta as populações envolvidas. "Em Ribeirão Preto não havia nenhum dado sobre isso em crianças sem exposição aparente, e o mesmo ocorre em muitas outras cidades brasileiras".

A pesquisa contou com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), alem da colaboração de diversos pesquisadores do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena), da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB), da própria Forp, todas instituições da USP, e da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP) da Unicamp. 

Fonte:  USP

Postado em 4/6/2009 10:36 por Julia Futaki

Alecrim do Campo apresenta propriedades contra a cárie

Extratos das folhas de alecrim-do-campo apresentaram atividades biológicas que revelaram seu potencial terapêutico para a prevenção do desenvolvimento de cárie dental. Esses resultados abrem caminhos para criação de cremes dentais e enxaguatórios bucais a base da planta. A conclusão é da pesquisa desenvolvida por Denise Pimenta da Silva Leitão, em seu doutorado pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP.

Alecrim-do-campo


Segundo a pesquisadora, o alecrim-do-campo é a principal matéria-prima da própolis verde, uma variedade de própolis produzida mais especificamente nos Estados de Minas Gerais e São Paulo. Diversos estudos têm mostrado que a própolis verde é capaz de inibir a proliferação de Streptococcus mutans ( S. mutans ), apontado como agente causal primário ou iniciador da cárie dental em seres humanos.

No trabalho que originou seu doutorado, Denise faz justamente a comparação do extrato de própolis verde com o extrato do alecrim-do-campo. Verificou-se que em todos os parâmetros bioquímicos avaliados do microorganismo Streptococcus mutans , os extratos do alecrim tiveram uma atividade praticamente igual ao extrato da própolis verde. A pesquisa teve a orientação do professor Augusto César Spadaro.

"Nos testes in vitro , foi observado o mesmo perfil inibitório na produção de ácidos e de enzimas glucosiltransferases do S. mutans , que as utiliza para produzir polissacarídeos de adesão que permitem à bactéria grudar no dente", conta Denise. "Essas enzimas usam a sacarose da nossa dieta para fabricar polissacarídeos (moléculas grandes de carboidratos) de adesão, grudando na superfície do dente e formando a placa dental." De acordo com a pesquisadora, em doses um pouco maiores, o extrato do alecrim-do-campo foi capaz também de eliminar essas bactérias.

Produto farmacêutico

Nos últimos anos, vários trabalhos foram publicados sobre a atividade biológica de extratos de própolis verde nos fatores de virulência de Streptococcus mutans relacionados à cárie dental. A finalidade é direcionar o uso da própolis verde como produto farmacêutico no tratamento e prevenção de cáries dentais e outras infecções da cavidade bucal.

"Embora exista todo um cuidado com a qualidade de produtos farmacêuticos preparados a partir de própolis, a sua padronização para a produção de medicamentos ainda encontra vários obstáculos, pelo fato de a composição química desta resina estar sujeita a inúmeras variações sazonais e ambientais", explica Denise.

Segundo a pesquisadora, a matéria-prima de origem vegetal, embora também esteja sujeita a variações sazonais de sua composição química, oferece uma facilidade maior para padronização, desde que seu plantio seja feito sob rigoroso monitoramento. "A produtividade de matéria-prima vegetal em relação à própolis verde representa um fator vantajoso."

fonte: Serviço de Comunicação do Campus de Ribeirão Preto da USP.


Postado em 29/5/2009 15:44 por Julia Futaki

Cura do herpes labial?

Ao que tudo indica, o sofrimento de muitas pessoas que têm as manifestações clínicas do vírus herpes simples (HSV) está próxima do fim. Pelo menos é o que vem revelando uma pesquisa, já em fase de conclusão, feita pelo chefe do Serviço de Câncer Bucal e Estomatologia do Instituto do Câncer Arnaldo Vieira de Carvalho e coordenador do curso de Especialização em Estomatologia da EAP-APCD, Sílvio Boraks.

A descoberta da planta medicinal Echinacea purpurea, por uma pesquisadora norte-americana, foi o primeiro passo para que muitos pacientes pudessem acreditar que ficarão livres da doença. No Brasil. mais de 500 pessoas, acompanhadas durante dois anos por Sílvio Boraks, comprovaram a eficácia da medicação.

Depois da aplicação tópica do medicamento fitoterápico, em dose única, nenhum desses pacientes apresentou novamente a doença, independente da freqüência e/ou agressividade das manifestações. "Em três minutos a sintomatologia (dor, formigamento, pulsação) passa, e a ferida, dependendo da fase, desaparece em um período de três a cinco dias, no máximo", garante Boraks. "Estou trabalhando dessa forma há dois anos, e as pessoas que tinham de 15 em 15 dias, por exemplo, nunca mais tiveram. Em todos os casos, os pacientes não apresentaram mais a doença."

O resultado dessa pesquisa atesta, segundo Boraks, que "a planta medicinal inativa o vírus, constituindo uma alternativa eficiente e definitiva para os portadores da doença". No entanto, o ideal é que o remédio seja aplicado logo no início da manifestação, quando ainda não há crostas. " Pode-se retirar a crosta, mas é muito incômodo para o paciente. O mais indicado é aguardar o próximo ciclo", recomenda. Porém, apesar dos resultados positivos, a medicação está em fase de pesquisa e ainda precisa ser apresentada ao Ministério da Saúde para que seja aprovado seu uso.

fonte: Jornal APCD

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Postado em 29/5/2009 15:41 por Julia Futaki

Produtos e equipamentos odontológicos devem seguir regras da Anvisa

O INBRAVISA - Instituto Brasileiro de Auditoria em Vigilância Sanitária considerando o disposto na legislação sanitária vigente , reitera que os produtos, equipamentos , materiais e insumos utilizados em odontologia estão sob regime de vigilância sanitária na categoria de correlatos, e como tal precisam ser registrado junto a AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA - ANVISA.

Tal exigência é definida pelos termos da Lei Federal 6437/77 que no seu Art. 10 - inciso IV diz que se "configura como infrações sanitárias: extrair, produzir, fabricar, transformar, preparar, manipular, purificar, fracionar, embalar ou reembalar, importar, exportar, armazenar, expedir, transportar, comprar, vender, ceder ou usar alimentos, produtos alimentícios, medicamentos, drogas, insumos farmacêuticos, produtos dietéticos, de higiene, cosméticos, correlatos, embalagens, saneantes, utensílios e aparelhos que interessem à saúde pública ou individual, sem registro, licença, ou autorizações do órgão sanitário competente ou contrariando o disposto na legislação sanitária pertinente.

Em relação as empresas de comércio, além do diploma legal citado, temos a LEI 6.360/76 , que determina : "somente poderão extrair, produzir, fabricar, transformar, sintetizar, purificar, fracionar, embalar, reembalar, importar, exportar, armazenar ou expedir os , as empresas para tal fim autorizadas pelo Ministério da Saúde e cujos estabelecimentos hajam sido licenciados pelo órgão sanitário das Unidades Federativas em que se localizem"

Desta forma a aquisição de produtos sem registro ou adquiridos de empresas sem a devida documentação sanitária, a saber Autorização de Funcionamento (AFE) emitida pela ANVISA e licença sanitária emitida pelo órgão sanitário local se configura como graves infrações sanitárias e também em crime contra a saúde pública de acordo com a Lei Federal 9677/98, e por estes motivos requeremos a especial atenção no sentido de exigir estes documentos quando da aquisição de produtos odontológicos.


Postado em 27/5/2009 8:15 por Julia Futaki

Fim do motorzinho?

A broca do profissional de odontologia está com os dias contados. Cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) desenvolveram uma ponta de diamante acoplada a um aparelho de ultra-som que dispensa o uso do incômodo motorzinho.

Em vez de rotações, o tecido destruído pela cárie é retirado por vibrações de alta freqüência. Com isso, é possível preservar ao máximo a parte sadia do dente, sem dor nem sangramento. O pesquisador Vladimir Trava Airoldi diz que os testes comprovaram que a nova broca elimina a necessidade de anestesia em 65% dos casos.