Postado em 31/12/2008 11:35 por Julia Futaki
Pesquisa associa falta de higiene bucal à doenças cardíacas
Novo artigo no Jornal da FASEB mostra que um adequado cuidado dental pode reduzir risco de aterosclerose, um dos principais causadores de doenças no coração. Tema será debatido na 27a edição do Ciosp - Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo, que será realizado de 24 a 28 de janeiro de 2009, no Anhembi.
A próxima pessoa que lembrará você de passar o fio-dental talvez seja seu cardiologista, em vez do seu dentista. Cientistas descobriram há um tempo que a proteína associada à inflamação (chamada CRP) é elevada em pessoas com risco de ter doenças no coração. Mas de onde a inflamação vem? Uma nova pesquisa feita por cientistas da Itália e do Reino Unido, publicada no site do Jornal da FASEB (do inglês The Federation of American Societies for Experimental Biology), mostra que gengivas infectadas podem ser um lugar. De fato, uma adequada higiene dental pode reduzir o risco de aterosclerose, derrame e doenças no coração, independentemente de outras medidas, como controle do colesterol.
"Há muito tempo se suspeita de que a aterosclerose é um processo inflamatório e que a doença periodontal tem um importante papel na aterosclerose", afirma Mario Clerici, M.D., sênior pesquisador do estudo. "Nosso estudo sugere que esse é o caso e indica que algo tão simples como cuidar da saúde dental e da gengiva pode reduzir muito o risco de desenvolver sérias doenças".
Para chegar a essa conclusão, os cientistas examinaram as artérias carótidas de 35 diferentes pessoas saudáveis (média de 46 anos) com moderada doença periodontal antes e depois de receberem tratamento periodontal. Um ano depois do tratamento, os cientistas observaram uma redução da bactéria oral, da inflamação imune e do aumento dos vasos sanguíneos associados a aterosclerose.
"Por muitos americanos terem algum tipo de doença gengival, essa pesquisa não pode ser descartada?", afirma Gerald Weissmann, M.D., editor-chefe do Jornal da FASEB. "Como podemos confirmar, a saúde dos vasos sanguíneos pode ser controlada pelo conhecido fio-dental".
"A relação entre gengiva inflamada e doença periodontal com problemas sistêmicos é um tema recorrente na Odontologia", diz Antonio Salazar Fonseca, cirurgião-dentista e presidente do Ciosp - Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo, que acontece de 24 a 28 de janeiro de 2009. "Pesquisas recentes indicam que processos inflamatórios produzem uma proteína que entra ou favorece a formação dos ateromas, que levam à aterosclerose. E essa inflamação poderá ser das gengivas. Em pacientes portadores de doenças cardíacas, quando sofrem intervenções odontológicas, principalmente problemas periodontais (doença que envolve os tecidos que suportam os dentes), as bactérias poderão entrar na corrente sanguínea e fixar-se em áreas de fragilidade, podendo gerar problemas sérios", explica Salazar Fonseca. Por conta da importância do tema, o Ciosp também terá na sua programação cursos e palestras relacionando saúde oral e saúde sistêmica.
A próxima pessoa que lembrará você de passar o fio-dental talvez seja seu cardiologista, em vez do seu dentista. Cientistas descobriram há um tempo que a proteína associada à inflamação (chamada CRP) é elevada em pessoas com risco de ter doenças no coração. Mas de onde a inflamação vem? Uma nova pesquisa feita por cientistas da Itália e do Reino Unido, publicada no site do Jornal da FASEB (do inglês The Federation of American Societies for Experimental Biology), mostra que gengivas infectadas podem ser um lugar. De fato, uma adequada higiene dental pode reduzir o risco de aterosclerose, derrame e doenças no coração, independentemente de outras medidas, como controle do colesterol.
"Há muito tempo se suspeita de que a aterosclerose é um processo inflamatório e que a doença periodontal tem um importante papel na aterosclerose", afirma Mario Clerici, M.D., sênior pesquisador do estudo. "Nosso estudo sugere que esse é o caso e indica que algo tão simples como cuidar da saúde dental e da gengiva pode reduzir muito o risco de desenvolver sérias doenças".
Para chegar a essa conclusão, os cientistas examinaram as artérias carótidas de 35 diferentes pessoas saudáveis (média de 46 anos) com moderada doença periodontal antes e depois de receberem tratamento periodontal. Um ano depois do tratamento, os cientistas observaram uma redução da bactéria oral, da inflamação imune e do aumento dos vasos sanguíneos associados a aterosclerose.
"Por muitos americanos terem algum tipo de doença gengival, essa pesquisa não pode ser descartada?", afirma Gerald Weissmann, M.D., editor-chefe do Jornal da FASEB. "Como podemos confirmar, a saúde dos vasos sanguíneos pode ser controlada pelo conhecido fio-dental".
"A relação entre gengiva inflamada e doença periodontal com problemas sistêmicos é um tema recorrente na Odontologia", diz Antonio Salazar Fonseca, cirurgião-dentista e presidente do Ciosp - Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo, que acontece de 24 a 28 de janeiro de 2009. "Pesquisas recentes indicam que processos inflamatórios produzem uma proteína que entra ou favorece a formação dos ateromas, que levam à aterosclerose. E essa inflamação poderá ser das gengivas. Em pacientes portadores de doenças cardíacas, quando sofrem intervenções odontológicas, principalmente problemas periodontais (doença que envolve os tecidos que suportam os dentes), as bactérias poderão entrar na corrente sanguínea e fixar-se em áreas de fragilidade, podendo gerar problemas sérios", explica Salazar Fonseca. Por conta da importância do tema, o Ciosp também terá na sua programação cursos e palestras relacionando saúde oral e saúde sistêmica.







