Postado em 20/5/2009 10:20 por Julia Futaki
Doação de dentes
O BDH, Banco de Dentes Humanos (BDH) da Faculdade de Odontologia (FO) da USP surgiu em 1996 por uma iniciativa pioneira do professor da FO, José Carlos Imparato, para o fornecimento de dentes para pesquisa a alunos e pesquisadores. "Os professores pediam muitos dentes aos alunos e eles os obtinham em cemitérios ou compravam. Isso é ilegal, é comércio de órgãos", conta Imparato, que também é coordenador técnico-científico do BDH.
Outro objetivo era a conscientização dos professores da dificuldade em obter dentes humanos. Alessandra Nassif, doutoranda da FO, conta que os professores chegavam a pedir uma arcada inteira para cada aluno, mas hoje esse número diminuiu para oito dentes por aluno da graduação.
Pesquisa
No começo, o Banco usava os dentes para colagem, isto é, transplantava dentes doados em pacientes. Com o tempo, surgiram técnicas mais simples e o Banco se redirecionou para armazenamento de dentes para pesquisa.
O foco atual é o de oferecer dentes para alunos de graduação e pós-graduação, para pesquisas, e para professores usarem em suas aulas, quando não é possível utilizar dentes artificiais. O BDH divide-se em Divisão Decídua, que armazena dentes-de-leite para pesquisa, e a Divisão Permanentes, que oferece dentes para ensaios pré-clínicos dos alunos.
Os dentes são levados para o Banco depois de os doadores assinarem um termo de doação. Lá, são lavados com sabão e armazenados em recipientes com água, dentro de uma geladeira. Os dentes permanentes que apresentam tártaro ou outro tipo de contaminação são raspados.
A esterilização acontece quando o dente vai ser usado. "O tipo de solução que vai ser usada para esterilização depende do objetivo da pesquisa, por isso deixamos que o próprio pesquisador escolha", explica Alessandra. Os dentes para os graduandos são esterilizados no Banco.
Outro objetivo era a conscientização dos professores da dificuldade em obter dentes humanos. Alessandra Nassif, doutoranda da FO, conta que os professores chegavam a pedir uma arcada inteira para cada aluno, mas hoje esse número diminuiu para oito dentes por aluno da graduação.
Pesquisa
No começo, o Banco usava os dentes para colagem, isto é, transplantava dentes doados em pacientes. Com o tempo, surgiram técnicas mais simples e o Banco se redirecionou para armazenamento de dentes para pesquisa.
O foco atual é o de oferecer dentes para alunos de graduação e pós-graduação, para pesquisas, e para professores usarem em suas aulas, quando não é possível utilizar dentes artificiais. O BDH divide-se em Divisão Decídua, que armazena dentes-de-leite para pesquisa, e a Divisão Permanentes, que oferece dentes para ensaios pré-clínicos dos alunos.
Os dentes são levados para o Banco depois de os doadores assinarem um termo de doação. Lá, são lavados com sabão e armazenados em recipientes com água, dentro de uma geladeira. Os dentes permanentes que apresentam tártaro ou outro tipo de contaminação são raspados.
A esterilização acontece quando o dente vai ser usado. "O tipo de solução que vai ser usada para esterilização depende do objetivo da pesquisa, por isso deixamos que o próprio pesquisador escolha", explica Alessandra. Os dentes para os graduandos são esterilizados no Banco.







