Seção: Boca Saudável
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O INBRAVISA- Instituto Brasileiro de Auditoria em Vigilância Sanitária apoia integralmente o estudo realizado pela Faculdade de Saúde Pública , coordenado pelo cirurgião dentista Marco Antonio Manfredini , que condena o uso indiscriminado de enxaguatórios bucais que contenham alcool na sua composição. Algumas marcas chegam a ter 26% de alcool na sua composição.
"Vários estudos demonstram que o alccol é um agente irritante para a mucosa oral, e que seu uso constante contribui para o aumento de casos de cancer bucal", explica Rui Dammenhain, especialista em vigilância sanitária.
Segundo o especialista, a ANVISA deveria rever os procedimentos de autorização para a industrialização comercialização de enxaguatórios bucais com alccol, transformando o atual processo de notificação em registro como forma de coibir seu uso indiscriminado
Uma nova técnica promete facilitar o processo de mapeamento da contaminação ambiental por chumbo em grandes populações. A cirurgiã-dentista Glauce Costa de Almeida, da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (Forp) da USP, demonstrou em seu mestrado que o esmalte do dente pode ser utilizado como marcador de poluição ambiental de uma determinada área. "Além disso, a técnica se mostrou de fácil execução, rápida e muito pouco invasiva, o que facilita a análise em populações de baixa faixa etária", afirma a pesquisadora, que trabalhou na área de Odontopediatria.
No estudo, Glauce analisou a composição do esmalte de cerca de 270 crianças, entre quatro e seis anos, de escolas públicas na cidade de Ribeirão Preto e de uma região em Bauru, próxima a uma fábrica de reciclagem de baterias.
Os resultados mostraram que em Bauru, as crianças apresentavam, em média, três vezes mais chumbo no esmalte de seus dentes em relação às crianças da outra cidade. Enquanto as concentrações em Ribeirão Preto ficavam entre 100 microgramas por grama de esmalte, em Bauru nenhuma criança obteve uma proporção menor que 400, atingindo cifras superiores a 1.000.
Segundo Glauce, a contaminação por chumbo pode causar inúmeros danos à saúde , sendo o sistema nervoso central o principal atingido. Quando os contaminados são crianças em crescimento o perigo é maior, podendo prejudicar o desenvolvimento neurológico e acarretar problemas como nefropatia (nos rins), infertilidade masculina e comprometimento da audição. "Algumas crianças atendidas em Bauru já haviam sido internadas para tratamento em Botucatu", conta.
Indolor
Exames de sangue, a técnica mais utilizada para a detecção dos níveis de chumbo no organismo, são difíceis de serem aplicados em crianças e em grandes quantidades de pessoas. Já a técnica adaptada por Glauce consiste em recolher uma pequena amostra do esmalte com ácido clorídrico diluído, um processo totalmente indolor e sem prejuízos para os dentes do paciente, pois posteriormente são feitas aplicações tópicas de flúor no local da extração.
No entanto, o método não está pronto para ser utilizado clinicamente. "Ainda não se sabe qual o valor de chumbo no esmalte do dente que pode causar prejuízo à saúde do paciente", explica ela. A professora Raquel Fernanda Gerlach, que orientou o estudo, acrescenta que "até o momento, acredita-se que o chumbo acumulado no esmalte revela a contaminação a que as crianças estavam expostas no passado, no período em que os dentes de leite estavam calcificando".
Glauce adianta que seguirá esta mesma linha de pesquisa em seu doutorado, pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Entre outras coisas, ela estudará a maneira como o dente absorve o chumbo, questão essencial para determinar com segurança a contaminação ou não dos indivíduos. Ela acrescenta ainda que no Brasil quase não existem pesquisas acerca da poluição ambiental causada pelo chumbo e de como ela afeta as populações envolvidas. "Em Ribeirão Preto não havia nenhum dado sobre isso em crianças sem exposição aparente, e o mesmo ocorre em muitas outras cidades brasileiras".
A pesquisa contou com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), alem da colaboração de diversos pesquisadores do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena), da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB), da própria Forp, todas instituições da USP, e da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP) da Unicamp.
Fonte: USP
O INBRAVISA - Instituto Brasileiro de Auditoria em Vigilância Sanitária considerando o disposto na legislação sanitária vigente , reitera que os produtos, equipamentos , materiais e insumos utilizados em odontologia estão sob regime de vigilância sanitária na categoria de correlatos, e como tal precisam ser registrado junto a AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA - ANVISA.
Tal exigência é definida pelos termos da Lei Federal 6437/77 que no seu Art. 10 - inciso IV diz que se "configura como infrações sanitárias: extrair, produzir, fabricar, transformar, preparar, manipular, purificar, fracionar, embalar ou reembalar, importar, exportar, armazenar, expedir, transportar, comprar, vender, ceder ou usar alimentos, produtos alimentícios, medicamentos, drogas, insumos farmacêuticos, produtos dietéticos, de higiene, cosméticos, correlatos, embalagens, saneantes, utensílios e aparelhos que interessem à saúde pública ou individual, sem registro, licença, ou autorizações do órgão sanitário competente ou contrariando o disposto na legislação sanitária pertinente.
Em relação as empresas de comércio, além do diploma legal citado, temos a LEI 6.360/76 , que determina : "somente poderão extrair, produzir, fabricar, transformar, sintetizar, purificar, fracionar, embalar, reembalar, importar, exportar, armazenar ou expedir os , as empresas para tal fim autorizadas pelo Ministério da Saúde e cujos estabelecimentos hajam sido licenciados pelo órgão sanitário das Unidades Federativas em que se localizem"
Desta forma a aquisição de produtos sem registro ou adquiridos de empresas sem a devida documentação sanitária, a saber Autorização de Funcionamento (AFE) emitida pela ANVISA e licença sanitária emitida pelo órgão sanitário local se configura como graves infrações sanitárias e também em crime contra a saúde pública de acordo com a Lei Federal 9677/98, e por estes motivos requeremos a especial atenção no sentido de exigir estes documentos quando da aquisição de produtos odontológicos.
Estudos realizados no Centro de Óptica e Fotônica do Instituto de Física da USP de São Carlos (IFSC) mostram a viabilidade de uso da espectroscopia de fluorescência na detecção do câncer epidemóide, que atinge regiões como a língua e os lábios. O procedimento poderá significar mais confiabilidade e rapidez nos diagnósticos. A pesquisas foram realizadas em hamsters e, ainda este ano, poderão ser feitos testes em humanos.
Atualmente, o diagnóstico deste tipo de câncer é feito por meio da retirada de uma amostra do tecido lesado que é analisada por um patologista. "Este profissional é quem vai diagnosticar se lesão é maligna ou benigna", aponta a dentista Cristina Kurachi, que em sua pesquisa de doutorado avaliou a eficiência da técnica no tratamento do câncer na língua induzido quimicamente nos animais.
"Sabemos que os resultados dos patologistas têm altas porcentagens de acerto, mas nossos experimentos mostram que a espectroscopia de fluorescência é mais segura, diminuindo o grau de subjetividade da análise, e pode fornecer resultados em tempo real", diz.
Em seu estudo, a pesquisadora utilizou uma sonda composta por um conjunto de fibras óticas que conduzem a luz laser e coletam a fluorescência do tecido. "A sonda de investigação com cerca de 2 milímetros (mm) de diâmetro é composta por uma fibra central, que leva o laser, e outras seis ao redor que coletam a fluorescência emitida pelo tecido. Ao toque da sonda no tecido já temos a resposta e as informações que podem nos trazer indícios se o tecido é neoplásico ou normal", explica Cristina.
Segundo a pesquisadora, a energia entregue provoca a excitação das biomoléculas do tecido lesado. "Após a excitação, ao retornarem ao estado mais estável (fundamental), as biomoléculas liberam energia, também na forma de luz, permitindo que seja feita a caracterização da lesão", descreve. A fluorescência coletada é então enviada a um espectrômetro que analisa a intensidade e os comprimentos de onda da luz coletada.
Os pesquisadores determinaram identidades espectrais do carcinoma para possibilitar a discriminação entre normal e neoplásico. "A resposta dependerá dos compostos bioquímicos do tecido e como eles estão distribuídos", conta Cristina. "Uma neoplasia apresentará então uma fluorescência diferente do tecido normal."
Aplicações
Cristina acredita que, em breve, a técnica estará disponível para ser utilizada clinicamente. "Podemos imaginar um aparelho que, ao toque da fibra na região lesionada, nos forneça, em tempo real, informações adicionais sobre o tipo de lesão, auxiliando o clínico no diagnóstico", diz.
Ela conta que essa técnica já vem sendo aplicada em pacientes com lesões no fígado, em colaboração com a Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto. A tese de Cristina intitulada Espectroscopia de fluorescência na detecção de lesões quimicamente induzida por agentes carcinogênico na borda lateral da língua , recebeu duas premiações na área de diagnóstico, em 2003 e 2004, durante reuniões da Sociedade Brasileira de Pesquisa Odontológica. O estudo foi feito em colaboração com a Faculdade de Odontologia da UNESP de São José dos Campos e foi orientado pelo professor Vanderlei Salvador Bagnato.
Pesquisadores da universidade britânica Kings College dizem ter conseguido isolar um tipo de bactéria que pode acabar com o mau hálito.
O experimento pode ajudar no desenvolvimento de tratamentos para combater não só o mau hálito como outros odores corporais, como o chulé.
As substâncias que causam o mau hálito são produzidas por aminoácidos que contêm enxofre.
Os cientistas isolaram as bactérias chamadas metilotróficas, que comem as substâncias que causam o odor bucal, da língua, das placas dentárias e da gengiva dos voluntários que participaram do estudo.
Até agora, essas substâncias malcheirosas não eram consideradas um parte normal do ambiente microbiótico que existe dentro da boca.
Os cientistas do Kings College, no entanto, não viram diferença entre os tipos de bactéria encontrados na boca de voluntários saudáveis e daqueles que sofrem de periodontite, uma infecção na gengiva associada com o mau hálito.
Os pesquisadores suspeitam que as pessoas que têm mau hálito tenham apenas níveis menores da bactéria que "come" as substâncias que causam o odor.
Certos hábitos tpodem aumentar as chances de uma pessoa ter mau hálito. Má higiene oral leva à acumulação de materiais entre os dentes, cobrindo a língua com a deposição de placas. Tudo isso tende a aumentar o total de compostos (malcheirosos).
Existem bactérias metilotróficas nos pés - onde derivados do enxofre também podem causar odores. Pode ser possível desenvolver soluções bucais e pastas de dente que melhorem a atuação das bactérias metilotróficas.
As quantidades de bactérias bucais dependem de uma série de fatores, incluindo doenças da boca e do fígado e hábitos como alimentação e fumo.
Um hábito simples como escovar os dentes diariamente pode prevenir muitas doenças e, em casos extremos, até mesmo um infarto. Mais da metade dos brasileiros, entretanto, não escovam os dentes de forma correta, revelou uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde. A causa deste dado, afirmam especialistas, pode ser a opção errada da escova dental, que dever ser criteriosamente escolhida desde o nascimento dos primeiros dentes.
O selante nada mais é do que uma resina líquida. A estratégia pode ser uma ótima solução para as crianças e adolescentes no combate contra as cáries.
O material deve ser aplicado na superfície dos dentes. Com isso eles tornam-se lisos e como consequência diminui o acúmulo de alimentos nas depressões dos dentes. Sem acúmulos, diminui a chances de as cáries aparecerem.
Para evitar problemas odontológicos, a escovação deve ser estimulada desde cedo nas crianças. Uma estratégia e fazer com que as crianças levem a escova e a pasta de dente para a escola e sejam estimuladas a escovar os dentes sempre após lanches e refeições.
Evite:
- bolachas recheadas,
- refrigerantes,
- balas e chicletes.
PRÓTESE DE RECONSTRUÇÃO TOTAL DA ATM SÓ SERÁ ACESSÍVEL À POPULAÇÃO CARENTE COM APOIO DO SUS
A análise é de especialistas reunidos hoje (31 de março) na reunião científica "100a Prótese de Reconstrução Total de ATM no Brasil", a primeira conferência do gênero transmitida via internet no País, que contou com 600 acessos no Brasil, Estados Unidos, países latino-americanos e europeus.
Enquanto o Sistema Único de Saúde (SUS) não apoiar os implantes para a reconstrução total da articulação que liga o crânio à mandíbula (a ATM), a população de baixa renda com anquilose - doença que gera a perda ou redução da mobilidade articular em pessoas, cujas mães ficaram subnutridas na gravidez - não terá acesso a este tipo de tratamento. A opinião é de especialistas reunidos hoje (31 de março) no encontro científico "100a Prótese de Reconstrução Total da ATM", realizado em São Paulo e assistido pela internet por mais de 600 especialistas do Brasil, Estados Unidos, países latino-americanos e europeus.
Ao falar, comer, mastigar e deglutir, uma pessoa movimenta a ATM (Articulação Têmporo-Manibular) 700 mil vezes por ano. Se há um mau funcionamento (disfunção) desta articulação, a pessoa tem dores de cabeça freqüentes (que podem se irradiar para o pescoço e a coluna) ou apresentar estalos e cliques quando abre ou fecha a boca. No Brasil estima-se que seis milhões de pessoas tenham algum tipo de disfunção da ATM. Nos Estados Unidos, este contingente chega a 20 milhões.
"Em famílias de baixa renda, muitas pessoas também têm anquilose porque, na infância, caíram e bateram o queixo em algum lugar e não passaram por nenhum atendimento", ponderou o cirurgião Luiz Fernando Lobo, diretor da Sociedade Brasileira e da Associação Latino-Americana de Cirurgia Buco-Maxilo-Facial, que comandou este encontro, o primeiro do gênero transmitido pela internet no Brasil. O idealizador da técnica, o norte-americano Peter Quinn participou do evento. Quinn é professor-doutor da Universidade da Pensilvânia e presidente da Sociedade Americana de Cirurgiões da ATM.