Seção: Mitos & Verdades
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Ao que tudo indica, o sofrimento de muitas pessoas que têm as manifestações clínicas do vírus herpes simples (HSV) está próxima do fim. Pelo menos é o que vem revelando uma pesquisa, já em fase de conclusão, feita pelo chefe do Serviço de Câncer Bucal e Estomatologia do Instituto do Câncer Arnaldo Vieira de Carvalho e coordenador do curso de Especialização em Estomatologia da EAP-APCD, Sílvio Boraks.
A descoberta da planta medicinal Echinacea purpurea, por uma pesquisadora norte-americana, foi o primeiro passo para que muitos pacientes pudessem acreditar que ficarão livres da doença. No Brasil. mais de 500 pessoas, acompanhadas durante dois anos por Sílvio Boraks, comprovaram a eficácia da medicação.
Depois da aplicação tópica do medicamento fitoterápico, em dose única, nenhum desses pacientes apresentou novamente a doença, independente da freqüência e/ou agressividade das manifestações. "Em três minutos a sintomatologia (dor, formigamento, pulsação) passa, e a ferida, dependendo da fase, desaparece em um período de três a cinco dias, no máximo", garante Boraks. "Estou trabalhando dessa forma há dois anos, e as pessoas que tinham de 15 em 15 dias, por exemplo, nunca mais tiveram. Em todos os casos, os pacientes não apresentaram mais a doença."
O resultado dessa pesquisa atesta, segundo Boraks, que "a planta medicinal inativa o vírus, constituindo uma alternativa eficiente e definitiva para os portadores da doença". No entanto, o ideal é que o remédio seja aplicado logo no início da manifestação, quando ainda não há crostas. " Pode-se retirar a crosta, mas é muito incômodo para o paciente. O mais indicado é aguardar o próximo ciclo", recomenda. Porém, apesar dos resultados positivos, a medicação está em fase de pesquisa e ainda precisa ser apresentada ao Ministério da Saúde para que seja aprovado seu uso.
fonte: Jornal APCD
A preservação da memória da qualquer atividade profissional visa destacar seus valores pessoais e suas realizações. Muitos profissionais merecem ser lembrados pelas suas descobertas e por forjar a base de outras mais.
Graças a indivíduos criativos e perseverantes a Odontologia foi paulatinamente evoluindo, em especial a partir de 1928, graças a Pierre Fauchard, o “Pai da Odontologia Moderna”.
Os séculos XIX e XX foram pródigos com sensacionais descobertas que trouxeram resultados profissionais bastante satisfatórios. Segundo um critério adotado e por ordem cronológica, serão citados neste artigo as dez principais descobertas que, através de suas amplas realizações, solucionaram os problemas inerentes a cavidade bucal.
1728 Dente A Pivot e outras próteses
Pierre Fauchard (1678 – 1761) publicou “Le Chirurgien Dentist ou Traité des Dents”, gerando o início de uma nova era na Odontologia, que deixou de ser empírica, passando a ser científica.
Inovou na pesquisa, criando instrumentos e engenhosos trabalhos de prótese, sendo justamente considerado o “Pai da Odontologia Moderna”.
1788 Prótese e dentes de porcelana
Embora o criados da “massa mineral” tenha sido o farmacêutico Alexis Duchâteau (1714 – 1792), o dentista francês Nicholas Dubois de Chémant aperfeiçoou e executou-lhe uma prótese em porcelana. Reúne inúmeras vantagens sobre as que existiam na época, feitas de marfim de hipopótamo ou de osso de boi.
Obs: Guiseppangelo Fonzi, dentista italiano residente em Paris, criou em 1830 os dentes de porcelana.
1826 Forceps
Os boticões, foram criados pelo dentista norte-americana Cyrus Fay, radicado na Inglaterra. Foi o primeiro a idealizar estes instrumentos com a conformação anatômica dos dentes abraçando perfeitamente o colo.
Por esta invenção, a Sociedade de Artes em Londres entregou-lhe uma medalha de prata.
1848 Vulcanite
A vulcanização da borracha em 1840 (cautchu em combinação a quente com enxofre) deve-se ao americano Charles Goodyear (1800 – 1860).
Na odontologia, a primeira prótese com vulcanite foi realizada pelo dentista de Filadelfia, Thomas Wiltberber Evans (1823 – 1897) então radicado na França. De 1848 a 1940 foi o material mais utilizado para a confecção de próteses totais e parciais.
1871 Trépana a pedal
James Beal Morrison, dentista de St. Louis (EUA) em 17/02/1871 patenteou o primeiro trépano movido a pedal, iniciando a terapêutica conservadora no sentido moderno.
George F. Green, no ano seguinte, foi o primeiro a demonstrar o motor elétrico adaptado ao trépano, num Congresso da ADA na Niagara Fall (EUA).
1895 Raio X
Em 08/11/1895, Wilhelm Conrad Roentgen (1845 – 1923), descobre os raios X no Instituto de Física em Würzburg, Alemanha.
A notável invenção tornou possível a aplicação desta nova forma de energia em todas as especialidades médicas, revolucionando o diagnóstico.
Dado estas e outras utilidades, foi considerado “Benemérito da Humanidade”, recebendo em 1901 o Prêmio Nobel de Física (o primeiro a receber esta consagrada homenagem).
1936 Resina acrílica
As resinas acrílicas foram introduzidas em 1934 como termoplásticas, interpolimerizadas com vinilresinas – Neohekolite – e puras em 1935, ainda como termoplásticos, com o nome de Kallodent. Só obtiveram êxito quando se apresentaram em forma de pó e líquido – Paladon – em 1937. Segundo Osborne, Kulzer (alemão) já havia patenteado a forma pó-líquido em 1935.
Estas resinas substituiram com inúmeras vantagens a vulcanite usada por mais de 90 anos em praticidade de trabalho, estética, resistência e higiene.
1956 Alta rotação
O trépano a pedal imprimia algumas centinas de rotações por minuto. O motor elétrico, aproximadamente 4.000 rpm. Em 1946 o Coronel Dr. Carlos Schnessler, dentista do exército dos EUA consegue 9.000 rpm. Um ano após, Richard W. Page, dentista de Chappaqua, Estado de Nova York, obtém surpreendente resultado com um torno de quatro velocidades, que ia de 15.000 a 200.000 rpm.
Porém, só em 1956 surge a “Alta Rotação” eliminando-se as correias de transmição e engrenagens, sendo colocado uma pequena turbina refrigerada a ar ou a água no contra-ângulo, que gira entre 200.000 a 300.000 rpm.
1962 Resinas compostas
Até 1950, o silicato, descoberto em 1904, era o material de eleição para restaurações estéticas. Foi continuamente aprimorado, mas as pesquisas continuavam a procurar um produto de melhor padrão.
Destacamos em seqüência cronológica:
1962 – Resina composta pó-líquido Bis GMA
1965 – Resina composta pasta-pasta – Adaptic
1970 – Resina composta fotopolimerizável
1976 – Ionômero de Vidro
1978 – Resina com micro-partículas – Isopast e Silux
1979 – Substâncias polimerizadas pela luz halógena VLC (Visible Light Curing)
1980 – Resina híbrida – Herculite
1983 – Resina Dical Cure, de dupla polimerização – Vivadent
1986 – Resina micropartícula melhorada (Silux Plus Perfection – Durafil VS)
1988 – Adesivos dentinários
1991 – Adesivos de 4ª geração
Existem outros materiais mas ainda estão na fase de testes.

Nem todas as pessoas estão elegíveis para receber o clareamento e reações indesejadas podem ocorrer quando a quantidade ou tempo de utilização do produto usado durante o procedimento são inadequados ou a procedimento para aquela pessoa está contra-indicado (ex: sensibilidade dentária). Só um especialista pode afirmar se o clareamento realmente é indicado.
Com receio da anestesia aplicada por seu dentista? Seus dias de sofrimento na cadeira do consultório podem estar chegando ao fim. Um novo gel anestésico foi testado por pesquisadores belgas que buscaram determinar sua eficiência quando comparado a outros métodos anestésicos tradicionais.
O novo produto se destaca por não ser injetável, aspecto que reduz sensivelmente a rejeição de pacientes pelo método. Uma amostra de 170 pacientes foi avaliada segundo os efeitos anestésicos obtidos com o gel ou com a anestesia tradicional, durante procedimentos para tratamento de periodontite.
De acordo com a revista Journal of Periodontology, a maioria dos pacientes preferiu a aplicação do gel anestésico, mesmo diante de uma discreta perda do efeito esperado com a anestesia injetável tradicional. Esse achado provavelmente se deve à ausência de desconforto para o paciente após o procedimento que emprega o novo produto.
Caracterizado pelo ranger dos dentes durante o sono ou uma pressão excessiva durante o dia, o bruxismo também pode atacar as crianças.
Para os pequenos, o bruxismo até os seis anos de idade é normal e faz parte do desenvolvimento facial. A intervenção profissional só deve ser feita se prejudicar os dentes, causar desgaste excessivo ou mobilidade dental. Nas crianças utiliza-se uma proteção para os dentes, uma placa de mordida de silicone. Após essa fase deverá ser realizado um tratamento com terapia de apoio.
As crianças com excesso de atividades e que passaram por problemas psicológicos, traumas, brigas de famílias ou cobranças da sociedade ou familiares têm grandes possibilidades de desenvolver o bruxismo.
Não existe cura definitiva, mas o tratamento ajuda a combater os sintomas e uma boa dica é praticar atividades esportivas ou de lazer para redução do estresse. O aumento da tensão só tende a piorar e agravar o problema.
O cirurgião Otávio Cintra, membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgia Bucomaxilofacial, revelou que a maioria das pessoas com necessidade da prótese de reconstrução total da ATM são de baixa renda. "Quando fiz residência em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial na Santa Casa de São Paulo, vi que havia mais pessoas com esta doenças, do que nos hospitais particulares", revela.
Hoje apenas os hospitais públicos do Estado de São Paulo e da Prefeitura de São Paulo realizam o implante de prótese para reconstrução da ATM gratuitamente. A medida foi adotada há 18 meses. De lá para cá, foram feitos cerca de 20 implantes.
"Chegamos à conclusão que o valor da prótese comparado aos outros tratamentos é vantajoso", avaliou o diretor administrativo de Hospital Regional de Ferraz de Vasconcelos, Mércio Kuramochi. "Pelos tratamentos anteriores, feitos à base de enxertos, teríamos de mais gastos porque eles implicavam em várias cirurgias, internações, medicamentos, exames," disse. Na opinião dele, se o SUS e os convênios médicos apoiassem a prótese, a produção em escala reduziria o preço do produto. "Há 10 anos, a prótese de quadril custava U$ 5 mil. Hoje custa entre R$ 5 mil a R$ 6 mil", ponderou.
Em 2002, a babá Edna Matheus tornou-se a primeira brasileira a receber o implante de reconstrução total da ATM. Ao ter um tumor benigno retirado do lado direito do rosto, ela foi submetida a um enxerto e obrigada a passar por várias cirurgias de raspagem. Com o implante da prótese, aboliu o termo "cirurgia de raspagem" de seu cotidiano. A recuperação foi muito rápida e os pontos da cirurgia ficaram imperceptíveis. Aos 46 anos, comemora: "Ninguém diz que uso prótese e tenho 11 parafusos no crânio! Levo uma vida normal: não sinto mais dores, meu rosto está prefeito e como de tudo!"
Além da anquilose, as lesões graves provocadas por artitre reumatoide demandam o implante da prótese. Foi o que ocorreu com a comerciária Evelise Demartini, residente em Cerquilho, na região de Sorocaba, no interior de São Paulo. Durante anos, foi a vários médicos para descobrir a origem de sua dor de cabeça. " "Eu acordava às 3 horas da manhã com dor de cabeça. Tomava três analgésicos por dia, tinha gastrite e dores de estômago terríveis. Pensava que tinha problemas de fígado", revela.
Portadora de artrite reumatoide, só descobriu que suas ATMs haviam-se se desgastados por causa da doença. Em setembro de 2008, Evelise submeteu-se ao implante de duas próteses - uma de cada lado do rosto. "Agora não sinto mais dores. Parei de tomar analgésicos e a gastrite desapareceu", afirma.

O estresse pode lhe matar, causar, insônia, úlceras e até cárie. Isso mesmo, a rotina do dia-a-dia que deixa todos nervosos e preocupados pode fazer mal a sua boca. Tudo isso porque o estresse reduz os níveis de saliva, inclusive a própria composição. Fora isso, a pessoa estressada corre o risco de maior excitação dos músculos mandibulares e como consequência diminui o poder de nossas defesas. Não se surpreende se você anda muito nervoso: mesmo escovando os dentes direitinho e passando fio dental, uma afta ou cárie perdidas podem aparecer.
Pacientes Cardiopatas
A alta prevalência de doenças cardiovasculares é hoje uma preocupação mundial. Embora qualquer paciente possa ter problemas durante o tratamento odontológico, pacientes cardiopatas têm maior chance de sofrerem situações emergenciais, apesar de serem raras no consultório odontológico. "Na prática, lipotímia e síncope são os eventos que mais acontecem durante e/ou após o atendimento, quase sempre em conseqüência do estresse gerado pelo tratamento odontológico. Dessa forma, o dentista deve estar comprometido com o tratamento global do paciente; só assim conseguirá transmitir segurança durante o atendimento desse paciente cardiopata", explica a cirurgiã-dentista Vanessa Shcaira.

No início de toda a sessão, todos os sinais vitais devem ser checados, assim como o coagulograma para pacientes que fazem uso de anticoagulantes. Outro cuidado que se deve ter é em relação ao hábito que muitos idosos têm de tomar medicamentos, como aspirinas, por exemplo, para "afinar o sangue". "Essas medicações envolvem duas categorias, conhecidas como anticoagulantes (cumarínicos) e/ou anti-agregantes plaquetários (aspirina) e têm indicações precisas. Do ponto de vista odontológico, essas medicações aumentam o risco de sangramento pós-intervenções invasivas", destaca a doutora.

Você pode até deixar de usar a pasta de dente, ou o enxaguatório bucal. Pode ser um opção ou questão de gosto. Porém, ande sempre com o fio dental ou mesmo a fita dental (mais larga). A função dessa ‘linha’ é tirar os restos de alimentos que ficam entre os dentes, placas também. Use-o sempre após as refeições.
Novo artigo no Jornal da FASEB mostra que um adequado cuidado dental pode reduzir risco de aterosclerose, um dos principais causadores de doenças no coração. Tema será debatido na 27a edição do Ciosp - Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo, que será realizado de 24 a 28 de janeiro de 2009, no Anhembi.
A próxima pessoa que lembrará você de passar o fio-dental talvez seja seu cardiologista, em vez do seu dentista. Cientistas descobriram há um tempo que a proteína associada à inflamação (chamada CRP) é elevada em pessoas com risco de ter doenças no coração. Mas de onde a inflamação vem? Uma nova pesquisa feita por cientistas da Itália e do Reino Unido, publicada no site do Jornal da FASEB (do inglês The Federation of American Societies for Experimental Biology), mostra que gengivas infectadas podem ser um lugar. De fato, uma adequada higiene dental pode reduzir o risco de aterosclerose, derrame e doenças no coração, independentemente de outras medidas, como controle do colesterol.
"Há muito tempo se suspeita de que a aterosclerose é um processo inflamatório e que a doença periodontal tem um importante papel na aterosclerose", afirma Mario Clerici, M.D., sênior pesquisador do estudo. "Nosso estudo sugere que esse é o caso e indica que algo tão simples como cuidar da saúde dental e da gengiva pode reduzir muito o risco de desenvolver sérias doenças".
Para chegar a essa conclusão, os cientistas examinaram as artérias carótidas de 35 diferentes pessoas saudáveis (média de 46 anos) com moderada doença periodontal antes e depois de receberem tratamento periodontal. Um ano depois do tratamento, os cientistas observaram uma redução da bactéria oral, da inflamação imune e do aumento dos vasos sanguíneos associados a aterosclerose.
"Por muitos americanos terem algum tipo de doença gengival, essa pesquisa não pode ser descartada?", afirma Gerald Weissmann, M.D., editor-chefe do Jornal da FASEB. "Como podemos confirmar, a saúde dos vasos sanguíneos pode ser controlada pelo conhecido fio-dental".
"A relação entre gengiva inflamada e doença periodontal com problemas sistêmicos é um tema recorrente na Odontologia", diz Antonio Salazar Fonseca, cirurgião-dentista e presidente do Ciosp - Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo, que acontece de 24 a 28 de janeiro de 2009. "Pesquisas recentes indicam que processos inflamatórios produzem uma proteína que entra ou favorece a formação dos ateromas, que levam à aterosclerose. E essa inflamação poderá ser das gengivas. Em pacientes portadores de doenças cardíacas, quando sofrem intervenções odontológicas, principalmente problemas periodontais (doença que envolve os tecidos que suportam os dentes), as bactérias poderão entrar na corrente sanguínea e fixar-se em áreas de fragilidade, podendo gerar problemas sérios", explica Salazar Fonseca. Por conta da importância do tema, o Ciosp também terá na sua programação cursos e palestras relacionando saúde oral e saúde sistêmica.